
17.04.2026
Que os ventos democráticos que sopram na Hungria desde domingo tragam melhores condições de vida aos seus cidadãos.
As eleições do passado fim de semana na Hungria deram a vitória a Péter Magyar, colocando um ponto final a 16 anos de governação de Viktor Orbán. Esta vitória representa muito mais do que uma simples alternância política na Hungria. É, antes de tudo, um momento histórico para a democracia europeia, um sinal claro de que, mesmo sob pressão prolongada e tentativas claras de interferência estrangeira, os valores democráticos continuam vivos e capazes de prevalecer.
Durante as últimas décadas, Orbán e o seu partido Fidesz consolidaram uma agenda de inspiração autoritária, usando o controlo profundo do Estado através das chamadas ‘leis cardinais’. Reconfiguraram o sistema judicial, condicionaram os meios de comunicação social, alteraram regras eleitorais, concentraram influência sobre finanças públicas e políticas sociais. O poder judicial foi usado para pressionar e perseguir adversários políticos. Minorias, especialmente migrantes e a comunidade LGBTQIA+, tornaram-se alvos recorrentes de campanhas públicas e medidas discriminatórias.
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