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IMPRENSA

Maria Emília Brederode dos Santos: Memória, Educação e Liberdade

Maria Emília Brederode dos Santos: Memória, Educação e Liberdade

15.04.2026

A poucos dias de celebrarmos os cinquenta e dois anos do 25 de Abril, importa recordar os mais distraídos o que era Portugal antes e depois da Revolução. Um país cinzento, pobre, triste, com prisões políticas e envio de milhares de jovens para a guerra colonial. Mães que ficaram sem filhos, mulheres que ficaram sem maridos. A procura de melhores condições de vida, de oportunidades e a fuga à guerra colonial levou muitos a procurarem exílio em vários países do mundo.

Muitos procuraram o exílio para a partir desses países fazerem oposição ao regime. Foi o caso de José Medeiros Ferreira, Maria Emília Brederode dos Santos, Ana Maria Bettencourt ou António Barreto, a partir de Genebra, formaram um grupo comprometido com a oposição ao regime do Estado Novo. Nesta cidade encontrariam também o “grupo de Genebra” que juntou muitos políticos, intelectuais e militantes brasileiros perseguidos, presos ou forçados ao exílio após o golpe militar de 1964 no Brasil. Genebra foi um espaço internacional de articulação de exilados de várias ditaduras, incluindo portugueses e brasileiros. No momento em que nos despedimos de Maria Emília Brederode dos Santos, recordo como esta grande mulher se envolveu em círculos de oposição democrática no exílio, com atuação em ambientes internacionais onde circulavam denúncias contra o regime português. Ali também germinou a semente da revolução.

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