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IMPRENSA

O futuro do PS e do país

O futuro do PS e do país

08.04.2026

Vivemos tempos de mudança. A nível nacional e internacional, o crescimento de movimentos políticos de perfil subversivo é evidente, representando um sintoma da frustração popular. São consequências da fé minguante nas promessas de progresso socioeconómico constante – crença que, nos dias de hoje, arrisca passar a miragem. A democracia tenderá, também por isso, a premiar quem ambiciona mais do que gestão corrente e a penalizar quem prolongar dinâmicas situacionistas.

Este diagnóstico deve sustentar uma orientação renovada por parte dos partidos, em particular dos moderados. Uma alternativa ao presente não pode ser representada apenas pelos radicais.

Em consciência do desafio, apresentei uma moção setorial ao XXV Congresso Nacional do PS. Propus que o partido se foque menos em tática política de curto-prazo, dedicando-se antes a construir uma visão de futuro, capaz de mobilizar os portugueses. Não devemos somente assinalar os 50 anos da Constituição da República, na qual a maioria dos cidadãos se continua a rever, mas sim demonstrar como os valores de Abril podem responder aos novos desafios. Dessa forma, canalizar a energia popular para um projeto de construção democrática e não de rutura institucional.

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