
11.04.2026
I. “A estaca no vampiro”
Há momentos na História em que a balança se desequilibra perigosamente. Vivemos um desses momentos. O desprezo pelo Direito Internacional, o ataque sistemático à ciência e aos factos, a crescente glorificação da ignorância como pretenso sinal de autenticidade, tudo isto revela um trágico retrocesso civilizacional. A ideia de que a verdade é relativa e de que a força legitima tudo, tem vindo a ganhar terreno.
No plano internacional, abundam os exemplos: desde o regresso à velha lógica da competição geopolítica entre as grandes potências, ao atropelo descarado das mais elementares regras de convivência, passando pela ofensa grotesca à Carta das Nações Unidas, violações de soberania e da integridade territorial, até à inaudita e inacreditável ameaça de aniquilar uma civilização inteira numa única noite
As últimas semanas demonstraram que a imprevisibilidade tomou o lugar da estratégia, a ambiguidade tornou-se regra e o silêncio, demasiadas vezes, cumplicidade e cobardia. A verdade é que nada do que estamos a assistir é verdadeiramente uma surpresa. Os sinais estavam lá todos e, por isso mesmo, não têm desculpa aqueles que, na Europa e em Portugal, insistem em olhar para o lado e fazer ouvidos de mercador ao que estamos a assistir na arena internacional. Já em 2018, Steve Bannon dizia literalmente que “o coração do projeto globalista está em Bruxelas. Se enfiarmos a estaca no vampiro, tudo começará a dissipar-se”.
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